10/11/2009

A Justiça selvagem


Recomendo, para aprofundar o tema, a leitura do artigo público na Revista Veja, de 28/01/2009 (http://veja.abril.com.br/280109/p_102.shtml), que possui o seguinte subtítulo: "O desejo de vingança é uma constante na história humana - e um dos grandes temas da literatura".
Bom caminho!

09/11/2009

Vingança


A seguir transcrevo um comentário sobre a Vingança, nos seguintes termos: "Acho que o que o ser humano chama de vingança ou como age em relação a isso, tem o objetivo de proporcionar dor a outra pessoa, visto que nem sempre agindo da mesma maneira contra o outro surtirá efeito. Por exemplo, se alguém me rouba uma bala, isso dói demais em mi, mas se para me vingar, roubo uma bala desta mesma pessoa e ela não gosta tanto de balas, não me julgarei vingado. O que me leva a crer que o que se quer através da vingança não é "ensinar ao outro" e sim devolver a dor causada.".
Muito bem! Esperamos que todos possam, através deste diálogo virtual, manifestar suas opiniões.
Bom caminho!

08/11/2009

Humanidade em comum


A empatia nos permite perceber nosso mundo de uma maneira nova e ir em frente. é mais difícil ter empatia com aqueles que parecem ter mais poder, status ou recursos. Quanto mais temos empatia pela outra pessoa, mais seguros nos sentimos. Nós dizemos muita coisa ao escutarmos os sentimentos e necessidades das outras pessoas. Ofereça sua empatia, em vez de falar "mas...", para uma pessoa com raiva. Quando escutamos os sentimentos e necessidades das pessoas, paramos de vê-las como monstros. Pode ser difícil ter emaptia com aqueles que estão mais próximos de nós. Ter empatia com o não de alguém nos protege de tomá-lo como pessoal.Como trazer uma conversa de volta à vida? Interrompendo-a com empatia. O que entedia quem ouve também entedia que fala. As pessoas perferem que os ouvintes as interrompam a fingirem estar escutando. Tenha empatia pelo silência escutando os sentimentos e necessidades por trás dele. A empatia está em nossa capacidade de estarmos presentes.
Que nós nos tornemos a mudança que buscamos no mundo (Mahatma Gandhi). A utilidade mais importante da CNV pode ser no desenvolvimento da autocompaixão. Usamos a CNV para nos avaliarmos de maneira que promova crescimento, em vez de ódio por nós mesmos. Evite dizer "Eu deveria!". Julgamentos de sim mesmo, assim como todos os julgamentos, são expressões trágicas de nossas necessidades insatisfeitas. Lamentar na CNV: conectar-nos com os sentimentos e necessidades não-atendidas que foram estimulados por ações passadas pelas quais agora nos arrependemos. Perdão a nós mesmos na CNV: conectar-nos com a necessidade que estávamos tentando atender quando tomamos a atitude da qual agora nos arrependemos. Temos compaixão para conosco quando conseguimos acomodar todas as partes de nós mesmos e reconhecer as necessidades e valores expressos por cada uma dessas partes. Quermos agir motivados pelo desejo de contribuir para a vida, e não por medo, culpa, vergonha ou obrigação. A cada escolha que você fizer, esteja consciente de que necessidade ela atende. Esteja cosciente das ações motivadas pelo desejo por dinheiro ou pela aprovação dos outros, ou pelo medo, vergonha ou culpa. Saiba o preço que você paga por elas. O comportamento mais perigoso de todos pode consistir em fazer as coisas "porque esperam que façamos".
Matar pessoas é superficial demais. Nunca ficamos com raiva por causa do que os outros dizem ou fazem, pois o comportamento dos outros pode ser um estímulo para nossos sentimentos, mas não a causa. Para motivar pela culpa, misture estímulo e causa. A causa da raiva está em nosso pensamento – em idéias de culpa e julgamento. Quando julgamos os outros, contribuímos para a violência. Use a raiva como um chamado de despertar. A raiva nos rouba energia ao dirigi-la para ações punitivas. Quando tomamos consciência de nossas necessidades, a raiva cede lugar a sentimentos que servem á vida. A violência vem da crença de que as outras pessoas nos causam sofrimento e, portanto merecem ser punidas. Temos quatro opções quando escutamos uma mensagem difícil: a) culpa a nós mesmos; b) culpar os outros; c) perceber nossos próprios sentimentos e necessidades; d) perceber os sentimentos e necessidades dos outros. Os julgamentos dos outros contribuem para criar profecias que acarretam a própria concretização. Estes são os passos para expressar a raiva: a) para e respirar; b) identificar nossos pensamentos que estão julgando as pessoas; c) conectar-nos as nossas necessidades; d) expressar nossos sentimentos e necessidades não-atendidas. Quanto mais escutarmos os outros, mais eles nos escutarão. Mantenha-se consciente dos sentimentos violentos que surgem em sua mente, sem julgá-los.
Quando escutamos os sentimentos e necessidade da outra pessoa, reconhecemos nossa humanidade em comum. O que precisamos é que a outra pessoa escute verdadeiramente nosso sofrimento. As pessoas não escutam nossa dor quando acham que têm culpa de algo. Pratique traduzir cada julgamento numa necessidade não-atendida. Vá no seu ritmo.
A intenção por trás do uso da força como proteção é apenas, como o nome indica, proteger, não é punir, culpar ou condenar. O medo do castigo corporal obscurece nas crianças a consciência da compaixão subjacente à exigências dos pais. As punições também incluem colocar rótulos que expressem julgamentos e retirar privilégios. Quando temos medo de ser punidos, concentramo-nos nas conseqüências, não em nossos próprios valores. O medo da punição diminui a auto-estima e a boa vontade. Duas perguntas que revelam as limitações da punição: a) O que eu quero que essa pessoa faça?; b) que motivos desejo que essa pessoa tenha para fazê-lo?.
Podemos nos libertar do condicionamento cultural. Se formos capazes de escutar nossos próprios sentimentos e necessidades e de entrar em empatia com eles, poderemos nos libertar da depressão. Concentre-se no que deseja, não no que deu errado. Desarme o estresse escutando seus próprios sentimentos e necessidades. Desarme o estresse estabelecendo empatia com os outros.
Cumprimentos são muitas vezes julgamentos dos outros, ainda que positivos. Expresse apreciação como forma de celebrar, e não de manipular. Agradecer na CNV: “Isso é o que você fez; isso é o que sinto; essa é minha necessidade que foi atendida”. Receba apreciação sem se sentir superior e sem falsa modéstia. Tendemos a registrar o que está dando errado, não o que está dando certo.
Encerramos o tema “Comunicação não-violênta - Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais”, todos os textos transcritos são parte integrante deste livro de Marshall B. Rosernberg.
Bom caminho!

07/11/2009

Impacto da empatia


Carl Rogers descreveu o impacto da empatia em quem a recebe, nos seguintes termos: "Quando alguém realmente o escuta sem julgá-lo, sem tentar assumir a responsabilidade por você, sem tentar moldá-lo, é muito bom. Quando sinto que fui ouvido e escutado, consigo perceber meu mundo de uma maneira nova e ir em frente. É espantoso como problemas que parecem insolúveis se tornam solúveis quando alguém escuta. Como confusões que parecem irremediáveis viram riachos relativamente claros correndo, quando se é escutado".
Bom caminho!

06/11/2009

Não seja tão humilde, você não é tão grande


Com a frase acima, Golda Meir, quando Primeira-Ministra de Israel, repreendeu um de seus ministros. As linhas a seguir, atribuídas à escritora Marianne Williamson, servem como outro lembrete para que evitemos a armadilha da falsa humildade: "Nosso maior medo não é o de sermos inadequados. Nosso maior medo é o de sermos poderosos além da conta. É nossa luz, e não nossas trevas, que nos amedronta. Você é um filho de Deus. Sua pretensa humildade não contribuirá para mundo. Não há nada de iluminado em se encolher para que as outras pessoas não se sintam inseguras perto de você. Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós. Não apenas em alguns de nós, mas em todas as pessoas. e ao deixarmos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos aos outros a mesma permissão. Quando nos libertamos de nosso medo, nossa presença automaticamente liberta os outros".
Bom caminho!

05/11/2009

Expressando, Libertando-se, e Protegendo-se


Cumprimentos convencionais frequentemente tomam a forma de julgamentos, ainda que positivos, e às vezes são feitos com a intenção de manipular o comportamento dos outros. A CNV nos encoraja a expressar apreciação somente para celebrar. Colocamos: a) a ação que contribuiu para nosso bem-estar; b) a necessidade específica que foi atendida; c) o sentimento de prazer que foi gerado em consequência disso.
Quando recebemos elogios expressos dessa maneira, podemos aceitá-los sem nenhum sentimento de superioridade ou de falsa humildade, celebrando juntamente com a pessoa que nos oferece sua apreciação.
A CNV melhora a comunicação interior, ao nos ajudar a traduzir mensagens internas negativas em sentimentos e necessidades. Nossa capacidade de distinguir nossos próprios sentimentos e necessidades e de entrar em empatia com eles pode nos libertar da depressão. Podemos então reconhecer o elemento de escolha em todas as nossas ações. A mostrar como nos eoncentramos naquilo que realmente desejamos, em vez de naquilo que há de errado com os outros ou com nos mesmos, a CNV nos dá as ferramentas e a compreensão de que precisamos para cirar um estado mental mais pacífico. Profissionais de aconselhamento e psicoterapia também podem utilizar a CNV para criar relacionamentos com os pacientes que sejam mútuos e autênticos.
Em situações em que não há uma oportunidade de comunicação, como naquelas em que há perigo iminente, podemos precisar recorrer à força como meio de proteção. A intenção por trás do uso protetor da força para proteção é evitar danos ou injustiças, e nunca punir ou fazer que as pessoas sofram, se arrependam ou mudem. O uso punitivo da força tende a gerar hostilidades e reforçar a resistência ao próprio comportamento que buscamos obter. A punição diminui a boa vontade e a auto-estima, e desvia nossa atenção do valor intrínseco de uma ação para suas conseqüências externas. Culpar e punir não contribuem para as motivações que gostaríamos de inspirar nos outros.
Bom caminho!

04/11/2009

Expressando a raiva plenamente



Culpar e punir os outros são expressões superficiais de raiva. Se desejamos expressar plenamente nossa raiva, o primeiro passo é eximir a outra pessoa de qualquer responsabilidade por nossa raiva. em vez disso, fazemos brilhar a luz da consciência sobre nossos próprios sentimentos e necessidades. Ao expressarmos nossas necessidades, é bem mais provável que elas sejam atendidas do que se julgarmos, culparmos ou punirmos os outros.
Os quatro passos para expressar a raiva são: a) parar e respirar; b) identificar nossos pensamentos que indicam julgamentos; c) conectar-nos com nossas necessidades; e d) expressar nossos sentimentos e necessidades não atendidas. Às vezes, entre os passos "c" e "d", podemos escolher entrar em empatia com a outra pessoa, de modo que ela possa nos escutar melhor quando nos expressarmos no passo "d".
Precisamos avançar em nosso próprio ritmo tanto ao aprendermos quanto ao aplicarmos a CNV.
Bom caminho!