31/10/2009

Pedindo aquilo que enriquecerá nossa vida


O quarto componente da CNV aborda a questão do que gostaríamos de pedir uns aos outros para enriquecer nossa vida. Tentamos evitar frase vagas, abstratas ou ambíguas, e nos lembramos d usar uma linguagem de ações positivas, ao declararos o que estamos pedindo, em vez de o que não estamos.
Quando falamos, quanto mais claros formos a respeito do que desejamos obter como retorno, mais provável será que o consigamos. Uma vez que a mensagem que enviamos nem sempre é a mesma que é recebida, precisamos aprender como descobrir se nossa mensagem foi ouvdia com precisão. Especialmente ao nos expressarmos para um grupo, precisamos ser claros quanto à natureza da resposta que desejamos obter. Caso cotrário, poderemos estar iniciando conversas improdutivas que desperdiçam um tempo considerável do grupo.
Pedidos são percebidos como exigências quando os ouvintes acreditam que serão culpados ou punidos se não os atenderem. Podemos ajudar os outros a confiar em que estamos fazendo um pedido, e não uma exigência, se indicarmos nosso desejo de que eles nos atendam somente se puderem fazê-lo de livre vontade. O objetivo da CNV não é mudar as pessoas e seu comportamento para conseguir o que queremos, mas, sim, estabelecer relacionamentos baseados em honestidade e empatia, que acabarão atendendo às necessidades de todos.
Bom caminho!

30/10/2009

Assumindo a responsabilidade por nossos sentimentos


O Terceiro componente da CNV é o reconhecimento das necessidades que estão por trás de nossos sentimentos. O que os outros dizem e fazem pode ser o estímulo, mas nunca a causa de nossos sentimentos. Quando alguém se comunica de forma negativa, temos quatro opções de como receber essa mensagem: a) culpar a nós mesmo; b) culpar os outros; c) perceber nossos próprios sentimentos e necessidades; d) perceber os sentimentos e necessidades escondidos por trás da mensagem negativa da outra pessoa.
Julgamentos, críticas, diagnósticos e interpretações dos outros são todos expressões alienadas de nossas próprias necessidades e valores. Quando os outros ouvem críticas, tendem a investir sua energia na autodefesa ou no contra-ataque. Quanto mais diretamente pudermos conectar nossos sentimentos a nossas necessidades, mais fácil será para os outros reagir compassivamente.
Num mundo onde com freqüência somos julgados severamente por identificarmos e revelarmos nossas necessidades, fazer isso pode ser muito assustador, especialmente para as mulheres, que são ensinadas socialmente a ignorar as próprias necessidades para cuidar dos outros.
No decorrer do desenvolvimento da responsabilidade emocional, a maioria de nós passa por três estágios: 1º) a "escravidão emocional", acreditar que somos responsáveis pelos sentimentos dos outros; 2ª) o "estágio ranzinza", no qual nos recusamos a admitir que nos importamos com os sentimentos e necessidades de qualquer outra pessoa; 3º) a "libertação emocional", na qual aceitamos total responsabilidade por nossos próprios sentimentos, mas não pelos sentimentos dos outros, e ao mesmo tempo temos consciência de que nunca poderemos atender a nossas próprias necessidades à custa dos outros.
Bom caminho!

29/10/2009

Identificando e expressando sentimentos


O segundo componente necessário para nos expressarmos são os sentimentos. Desenvolver um vocabulário de sentimentos que nos permita nomear ou identificar de forma clara e específica nossas emoções nos conecta mais facilmente uns com os outros.
Ao nos permitirmos ser vulneráveis por expressarmos nossos sentimentos, ajudamos a resolver conflitos. A CNV distingue a expressão de sentimentos verdadeiros de palavras e afirmações que descrevem pensamentos, avaliações e interpretações.
Bom caminho!

28/10/2009

Sentimentos


Os sentimentos são compartilhados, por isso a CNV é uma forma de comunicação que nos leva a nos entregarmos de coração, sendo que quando utilizamos a CNV para ouvir nossas necessidades mais profundas e as dos outros, percebemos os relacionamentos por um novo enfoque. Vamos fazer brilhar a luz da consciência nos pontos em que possamos esperar achar aquilo que procuramos.
A CNV possui quatro componentes: observação, sentimento, necessidades, pedido; mas para que ocorrar a comunicação não-violenta é necessário compreender as duas partes da CNV: expressar-se honestamento por meio dos quatro componentes, e receber com empatia por meio dos quatro componentes.
Certas formas de comunicação nos alienam de nosso estado compassivo natural. No mundo dos julgamentos, o que nos importa é QUEM "É" O QUÊ. Analisar os outros é, na realidade, uma expressão de nossas necessidades e valores. Classificar e julgar as pessoas estimula a violência, sendo que comparações são uma forma de julgamento. Nossa linguagem obscurece a consciência da responsabilidade pessoal, mas podemos substituir uma linguagem que implique falta de escolha por outra que reconheça a possibilidade de escolha. Ficamos perigosos quando não temos consciência de nossa responsabilidade por nossos comportamentos, pensamentos e sentimentos.
Lembre-se nunca conseguimos forçar as pessoas a fazer nada, pois o pensamento baseado em "quem merece o quê" bloqueia a comunicação compassiva. Isso ocorre porque a comunicação alienante da vida tem profundas raízes filosóficas e políticas.
Bom caminho!

27/10/2009

Observar sem avaliar


O Primeiro componente da CNV acarreta necessariamente que se separe observação de avaliação. Quando combinamos observações com avaliações, os outros tendem a receber isso como crítica e resistir ao que dizemos. A CNV é uma linguagem dinâmica que desestimula generalizações estáticas. Em vez disso, as observações devem ser feitas d e modo específico, para um tempo e um contexto determinado. Por exemplo, "Zequinha não marcou nenhum gol em vinte partidas", em vez de "Zequinha é péssimo jogador de futebol".
Bom caminho!

26/10/2009

A Comunicação que bloqueia a compaixão


É de nossa natureza gostarmos de dar e receber com compaixão. Entretanto aprendemos muitas formas de "comunicação alienante da vida" que nos levam a falar e a nos comportar de maneiras que ferem aos outros e a nós mesmos. Uma forma de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que implicam que aqueles que não agem em consonância com nossos valores estão errados ou são maus.
Outra forma desse tipo de comunicação é fazer comparações, que são capazes de bloquear a compaixão tanto pelos outros quanto por nós mesmos. A comunicação alienante da vida também prejudica nossa compreensão de que cada um de nós é responsável por seus próprios pensamentos, sentimentos e atos.
Comunicar nossos desejos na forma de exigências é ainda outra característica da linguagem que bloqueia a compaixão.
Bom caminho!

25/10/2009

Fundo do coração


Creio que é de nossa natureza gostar de dar e receber de forma compassiva. Lembro Etty Hillesum, que continuou compassiva mesmo quando sujeita às grotescas condições de um campo de concentração, que na época escreveu "Não é fácil me amedrontar. Não porque eu seja corajosa, mas porque sei que estou lidando com seres humanos e que preciso tentar ao máximo compreender tudo que qualquer pessoa possa fazer".

A CNV nos ajuda a nos ligarmos uns aos outros e a nós mesmos, possibilitando que nossa compaixão natural floresça. Ela nos guia no processo de reformular a maneira pela qual nos expressamos e escutamos os outros, mediante a concentração em quatro áreas: o que observamos, o que sentimos, do que necessitamos, e o que pedimos para enriquecer nossa vida.
Promove a CNV maior profundidade no escutar, fomenta o respeito e a empatia e provoca o desejo mútuo de nos entregarmos de coração. Algumas pessoas usam a CNV para responder compassivamente a si mesmas; outras, para estabelecer maior profundidade em suas relações pessoais; e outras, ainda, para gerar relacionamentos eficazes no trabalho ou na política.
No mundo inteiro, utiliza-se a CNV para mediar disputas e conflitos em todos os níveis.
Bom caminho!