07/01/2011

Expressões: tatuagem

Para existir um símbolo “perfeito” precisa ser compreendido e percebido pelos outros exatamente como pretende o indivíduo que o utilizou.
Uma das expressões simbólica do ser humana é a tatuagem. Como lembra o tatuador Ulysses Oliveira: “O desenho em si não precisa ter uma identidade lógica, o que vale é o trabalho do tatuador”.
Será que é assim mesmo?
Normalmente, as pessoas buscam tatuar imagens que tem um significado para elas, sendo que elas podem estar espalhas pelo corpo ou ser o próprio corpo, como na figura acima.
A tatuagem está sempre ligada a uma história cultural, seja tradição ou registro. Mas no mundo moderno a tatuagem deixou os guetos e cada vez mais ganha adeptos e visibilidade, aquela história de preconceito e associação com à marginalidade, ganha tons de arte e cada vez mais conquistas a todos. Será?
Inclusive para alguns utiliza-se a tatuagem como forma de marcar um compromisso ligado a um relacionamento, não só entre companheiros, mas entre familiares ou grupos (tribos ou gangues). Pode ser até uma expressão poética.
Iremos ainda conversar sobre os cuidados para não se arrepender. Em postagem futura, até lá!
Lembro que tudo passa pela intenção do Ser Humano, mas nem todos conseguem expressar o que desejam verdadeiramente, então: "Olha aí meu bem. Prudência e dinheiro no bolso, canja de galinha, não faz mal a ninguém..." (Engenho de Dentro, Jorge Ben Jor)
Grato por este agora e um bom caminho!

06/01/2011

Unidos por quê?

De acordo com Sérgio Kodato, professor de psicologia social da USP de Ribeirão Preto, a violência para o integrantes das gangs acaba sendo a única forma de serem reconhecidos socialmente, ou seja, "a violência para eles é poder". O fenômeno das gangues ganhou força no final dos anos 90, no Brasil.
As práticas criminosas de guagues de adolescentes, ganham força na sensação da impunidade pelas leis específicas ao jovens e, também, pelo "afrouxamento do aparato policial" (Kodato).
Com relação ao tema existe um livro e um filme sobre o tema: Vidas sem rumo; o qual contava a história de um grupo de adolescentes e sua relação com as gangues, imigrantes, pobreza e injustiças as quais eles eram submetidos nos Estados Unidos da década de 60.
Outra visão sobre gangues é o filme Gangues de Nova York, retratando a violência frente ao outro, a exclusão e o conservadorismo, Martin Scorsese fez uma metáfora do período em que vive.
Fonte: reportagem suplemento Folhateen, de Junho/2003.

Sempre disse e reafirmo: "As pessoas querem ser percebidas e pertencerem. Nada mais!"
Grato por este agora e um bom caminho!

05/01/2011

Distinção

Independente do tipo de sociedade, ser indivíduo e ser livre são coisas distintas. A liberdade irrestrita não existe. Forças sociais e de controle vão sempre interferir.
A individualidade, assim como boa parte das características humanas, surge por meio da interação com outras pessoas. Mas, também, somos indivíduos porque temos certo controle sobre nossas escolhas.
Somos seres essencialmente sociais e é justamente esta caracteristica, peculiar, que ao mesmo tempo nos aprisiona e liberta.
É a socialização que nos fornece os instrumentos para decidirmos individualmente o que queremos.
Através dos símbolos que são atos, objetos e palavras que as pessoas usam para comunicar ou representar uma intensão universal é que acabamos por escolher, refletir, controlar-se e, também, para romper com os controles. É por meio deles que podemos criar soluções únicas, usar nossa criatividade, ter atitudes inovadoras, por isso o conhecimento e o uso dos símbolos vêm da socialização.
Fonte: caderno de exercícios nº 15 da revista Sociologia.

Como você usa a sua liberdade? Será que você é, verdadeiramente, livre? Existem limite para o exercício da sua liberdade?
Grato por este agora e um bom caminho!

04/01/2011

O que causa espanto - V

Sempre sobre este título falo da criatividade humana, hoje trato das obras de David Hockney, o qual utiliza-se de equipamento eletrônico para criar seus desenhos. Você poderá ler a matéria completa na Folha de São Paulo.
De acordo com a reportagem o pintor britânico reencontrou-se com o desenho, quando empurrado pela própria natureza de artista, se flagrou a transferir para a pequena tela o nascer do sol que via pela janela. "Aprender a desenhar é aprender a olhar e aprender a olhar não faz mal a ninguém", ensina.
Grato por este agora e um bom caminho!

03/01/2011

O mal que habita em mim

Este é o título da música do Camisa de Vênus, do qual destaco o seguinte trecho:

Nas vezes que ele quer me confundir
Sorri e pede licença para sair
Parece que finalmente vai sumir
Mas é quando eu mais devo me prevenir
Desse mal que habita em mim.

O texto me fez lembrar um artigo publicado na Folha de São Paulo, em 2003, escrito por Contardo Calligaris intitulado Os loucos, os delinqüentes e a arrogância da razão. Faço referência ao seguinte trecho: “O mal, em suma, é uma anomalia que entendemos e que, portanto, saberemos corrigir. [...] A prisão toma conta, hoje, dos sujeitos que não soubemos disciplinar nem à força de drogas nem à força de palavras e gestos de inclusão. [...] Pois há formas de loucura que a razão não pode conter. E há formas de ódio que a razão não pode reeducar.”.
Encontramos o seu contraponto no artigo Adolescência e punição, de Paula Bajer Fernandes Martins da Costa.
Como você lida com o mal que habita em você? E quando ele sai de quem é a responsabilidade?
Grato por este agora e um bom caminho!

02/01/2011

Sugestões

De todas as sugestões apresentadas na postagem anterior duas me chamaram atenção:


Ligar o radinho de pilha: o pesquisador Seth Roberts sustenta a teoria de que há um tipo de depressão vinculada a acordar sozinho, e que a experiência de assistir a um apresentador de TV falando por uma hora no início do dia pode ajudar. Acrescentamos a isso a presença constante de um radinho de pilha, sintonizado na faixa AM, de preferência num programa de esportes ou de trânsito. Também serve ir puxar conversa com o porteiro.


Criar uma trilha sonora: em Alucinações Musicais, o neurologista Oliver Sacks afirma que determinadas composições têm o poder de produzir efeitos num dado indivíduo, em um momento específico. Não dá para prever o tipo de música capaz de vencer a barreira e liberar os sentimentos entupidos de alguém. Todavia, isso não nos impede de elaborar uma trilha sonora específica para os momentos de crise. Convém testar a reação pessoal a diferentes tipos de músicas, pois às vezes a chave está na batida.
Grato por este agora e um bom caminho!

01/01/2011

Como enfrentar...

Encontramos na edição de Janeiro/2011 da revista vida simples um artigo sobre as Técnicas pitorescas para distrair a depressão, artifícios suaves e estrambólicos para você mesmo espantar o chamado demônio do meio-dia. Temos varias explicações sobre a depressão, técnicas de tratamento, fala sobre o livro de Andrew Solomon O demônio do Meio-Dia, e apresenta dez sugestões para despistar a depressão, sem ter que apontar alguma coisa a distancie e gritar: “Olha lá! Uma salsicha falante!”.
  1. Fazer coisa com fios;
  2. Aprender sapateado;
  3. Mexer com terra;
  4. Render-se ao videoquê;
  5. Solucionar mistérios;
  6. Ligar o radinho de pilha;
  7. Criar uma trilha sonora;
  8. Preparar coletâneas;
  9. Descascar pepinos;
  10. Apelar.
Para Solomon, o senso de humor é maior indicativo de que o indivíduo se recuperará. E recomenda “agüente o tempo de espera e ocupe esse tempo tão plenamente quanto puder”.
Termina com a seguinte nota esperançosa: “Pessoas que atravessaram uma depressão e estão estabilizadas frequentemente têm uma aguda consciência da alegria da existência cotidiana. Mostram-se capazes de uma espécie de êxtase imediato e de uma intensa apreciação por tudo que é bom em suas vidas”.
Fonte: texto de Vanessa Barbara.
 
Grato por este agora e um bom caminho!